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A ciência grafológica é mais antiga do que a Psicologia. Quanto aos seus primeiros estudos, não há registros para precisar, mas o estudo da escrita como ciência teve suas origens no século XVII na Itália, em 1628, com Camilo Baldi, que escreveu: ´Trattado Come Di Una Lettera Miseiva Si Conosccano La Natura e Qualitá Dello Escrittore.
Em 1871, o abade Jean Hipolito Michon, sistematizou um pouco mais a análise da Grafologia e foi um marco, escrevendo seu livro mais analítico: Systeme de Graphologie. Foi ele quem observou o princípio da universalidade das relações entre o cérebro e a escrita.
Em 1880 o Médico e Biólogo Francês e estudioso do assunto, Jean Jacques Cripieux-Jamin, retomando os estudos de Michon, estabaleceu os princípios da grafologia, classificando a escrita em gêneros e espécies grafológicas. A partir de então grandes nomes de outras ciências corroboraram com a ampliação e enriquecimento da análise grafológica, tais como: Ludwig Klages, Filósofo, Psicólogo alemão contribuiu com o estudo do nível de forma da escrita, descobrindo a ambivalência na grafia; Max Pulver, Psicólogo e Filósofo suiço discípulo de Jung, contribuiu com o simbolismo do espaço gráfico; W. Hegar, Grafólogo alemão contribuiu com o estudo do elemento de base o traço gráfico; Ania Teillard, Psicanalista francesa, discípula de Jung e de Klages, contribuiu com seus estudos sobre o indivíduo consciência e a escrita; Pophal, Médico Psiquiatra alemão especialista em doenças cerebrais, contribuiu com os estudos sobre as correlações entre a grafia e as partes cerebrais.
A utilização da Grafologia estendeu a várias partes do mundo e continuou a receber contribuições de outros profissionais como: Neurologistas, Psiquiatras, Pedagogos, Psicólogos, Caracteriologistas, oriundos da Alemanha, Itália, Suiça, Inglaterra, França, Espanha, Estados Unidos.
A Grafologia no Brasil teve sua primeira obra publicada em 1900, uma tese de doutoramento da Escola de Medicina da Bahia. A partir de 1930 foi aplicada na área clínica médica psiquiátrica. Somente a partir de 1960 iniciou-se sua utilização nas empresas como um dos meios para selecionar pessoas, mas com pouca divulgação.
A ciência grafológica tem seu valor internacionalmente reconhecido, sendo utilizada em larga escala pelas maiores empresas européias e norte-americanas nas áreas de recursos humanaos para selecionar pessoas, para desenvolver equipes, aconselhamento de carreira, consultorias. No Brasil começamos a assistir sua maior utilização a partir de 1985. A análise Grafológica nos fornece dados estruturais e situacionais do apreciado tais como: inteligência, traços de personalidade, habilidades, liderança, iniciativa, tomada de decisão, caráter, problemas de saúde, dependência de substâncias tóxicas, tendência a apropriação indébita, etc, etc.
A contribuição da Grafologia no mundo é reconhecida é lembrarmos a Société de Graphologie na França, fundada em 1871 por Michon e que foi reconhecida pelo governo francês como entidade de utilidade pública.
A Grafologia ou o estudo do grafismo é citada no livro ¨Manual de Psiquiatria¨ de Henri Ey, P. Bernard e C. Brisset, como ¨um fenômeno projetivo¨.
Hoje a Grafologia é usada em Recursos Humanos (em grandes empresas nacionais e transnacionais); na área Médica, Psiquiatria, Psicologia Clínica; área Criminal; na área de Orientação e Aconselhamento (Profissional, Vacocional, Matrimonial, Pré-nupcial).